Kush nasceu nas Montanhas Uivantes, na vila de Uhr. De onde veio também o famoso Namonn Urso branco, um dos cavaleiros libertadores da Deusa. Desde muito jovem Borr demonstrou paixão pelas histórias dos grandes heróis do continente. Entretanto ficava deprimido em saber que o único Ahrano famoso fosse exatamente o cavaleiro libertador, e que não haviam bardos cantando sobre feitos épicos de algum herói local. Decidiu que ele mesmo faria história.
Então partiu das montanhas e foi buscar suas próprias batalhas.
Após alguns anos e várias cicatrizes Kush havia reunido um grupo experiente de guerreiros, eles decidiram atacar um posto avançado da Aliança Negra. A peleja foi terrível. Sangrenta. Mas os heróis levaram a pior e foram todos massacrados restando apenas o jovem guerreiro das montanhas geladas. Estava muito ferido, mas podia suportar o peso da espada que nesse momento parecia pesar mais que ele próprio. Reunindo seu último esforço lançou um golpe desesperado em direção ao líder do grupo, com quem estivera digladiando ferozmente. O arco formado pela trajetória da investida pareceu durar mais que uma estação inteira e quando chegou ao fim, a lâmina estava manchada com o rubro sangue do chefe da horda. Incrédulo, ele tentou erguer-se, assumir uma postura que inspirasse o respeito que merecia por tal, mas notou que todos os outros inimigos estavam apáticos, paralisados literalmente. A confusão inicial deu lugar ao instinto que levou seus olhos e ouvidos a perscrutar ao redor em busca do sinal do que provavelmente seria um feiticeiro que havia encantado seus oponentes. Sim, havia um bruxo que encantara o grupo rival e ele estava ali. Cálamo, o feiticeiro do grupo, procurou entre a chacina que havia se tornado aquele acampamento e viu o braço ensangüentado do bruxo apontado pra cima como uma torre comprometida prestes a desmoronar. O olhar do companheiro expressou mais do que um comando dado por um general aos seus homens, e Kush degolou todos os goblinóides que restavam. Lamentavelmente o esforço empregado no ultimo encantamento desfaleceu o último dos aliados. Sem forças para permanecer de pé, Kush também caiu, desmaiado, e assim permaneceu por mais de meio dia, quando ainda enfraquecido acordou. Usando da força mais moral que física, ele enterrou seus aliados um por um e queimou o acampamento depois de fazer uma justa pilhagem. Durante a jornada de volta, ele recebeu por algumas vezes em seus sonhos a visita de sua senhora, a Senhora das Montanhas Uivantes, que lhe chamava. Sem outro rumo a seguir ele voltou ao seu lar. Tão logo chegou foi abordado por uma espécie de espírito de luz que o conduziu ao encontro da Rainha dos Dragões da Luz. Incrédulo, mas sem deixar de lado o respeito por sua senhora ele ajoelhou-se evitando fitar seus olhos diretamente. A alegria em estar na presença da criatura mais importante daquelas cordilheiras o tocou de tal forma que suas lágrimas congelaram em sua face desenhando o que pareciam duas lâminas gélidas. A rainha o presenteou com um artefato sem igual. Uma runa tão intrincada e extensa que ao cobrir seu corpo se tornou uma tatuagem mística. Mas o bravo guerreiro sabia que aquilo era na verdade a oportunidade que ele havia recebido de servir á rainha e aguardou prontamente quais seriam suas responsabilidades e tarefas dali por diante. E desde então ele protege as montanhas de ameaças externas. Mas desde o desaparecimento da Rainha dos Dragões da Luz ele saiu das montanhas geladas em busca de respostas e não soube ainda que ela voltou às montanhas.

 

Peculiaridades:
Kush ainda guarda muito ódio da Aliança Negra. Tanto que sua tatuagem se manifesta na presença de qualquer goblinóide.

O guerreiro ainda não sabe da volta da Rainha dos Dragões Brancos para as Montanhas Uivantes. Ela possuía o dom de falar com ele telepaticamente e desde seu desaparecimento Kush não recebe ordens ou instruções dela, mesmo com depois do retorno.

Durante muito tempo, Kush atuou como uma espécie de guia para os invasores das Montanhas Uivantes mas sempre os conduzindo à morte nas armadilhas naturais que lá existem. Poucos grupos foram levados são ao destino, por demonstrarem respeito e boas intenções.

Após o desaparecimento da Rainha, Kush se tornou ainda mais introspectivo e mau humorado. Falar de seus amigos mortos ou de Beluhga pode despertar sua ira facilmente.

Eventualmente o guerreiro se une a grupos de aventureiros para continuar a busca por respostas ou atacar a Aliança Negra, mas nunca falará de seu passado ou de seus planos.

Shougo, acredita que a tatuagem de Kush é a chave para destruir a barreira de proteção que as Yuki criaram contra ele.
Apesar de ser um bom caçador, Kush prefere se alimentar de ervas e plantas. Ele acredita que dessa forma irá preserva a caça para quando for necessário.

Kush não costuma fazer prisioneiros apesar de muitas vezes usar de táticas que vençam seus inimigos sem matá-los. Ele faz isso com a intenção de deixá-los como presas fáceis para a fauna local, com ferimentos que impossibilitem a fuga por muito tempo. Ele acredita que ao fazer isto mantém os predadores locais ocupados.


Ao abater um caça, ele sempre faz uma prece agradecendo à Natureza pelo alimento conquistado.



 


Samech é o possuidor de uma maldição terrível. Seus ancestrais forjaram pactos com demônios das trevas na ânsia de obter poder para o futuro. Eles haviam previsto a chuva de demônios e a posterior união hedionda dos goblinóides e decidiram se resguardar para combater as ameaças depois que elas se manifestassem. Eram os mais secretos seguidores de
Lauriana, Deusa das Estrelas. Seu poder era imenso mas mesmo assim não poderiam confrontar tais ameaças. Sua fé se tornou corrupção. Todos os descendentes da quinta geração do clã foram amaldiçoados a nascer com poder imensurável o qual seria usado para desperta-los do sono sagrado ao qual  se submeteriam. A Marcha Celeste, ficou assim conhecido o suicídio coletivo que fazia parte do ritual de passagem. Seus corpos, considerados meros simulacros foram cremados em seguida, garantindo assim o descanso de suas almas até o dia em que voltariam ainda mais poderosos. Os anos se passaram e o evento passou a ser conhecido apenas como uma lenda, que ilustrava o medo que os servos tinham de descobrir o futuro previsto nas estrelas. A quinta geração chegou mas com ela não veio o poder prometido e assim ficou sacramentado que os servos de Lauriana deviam ser mais prudentes na compreensão das visões. Até o nascimento de Samech.
A criança nascera albina e cega além de muito menor do que o esperado. Seus pais sabiam que ela não vingaria até o final do próximo inverno. Mesmo assim tentaram dar a ele todo amor que pudessem. Mas o tempo foi passando e Samech crescendo e sua visão se desenvolveu lentamente até se tornar como a de qualquer criança de sua idade. Entretanto um evento estranho ocorria sem a menor relação entre as datas. A pele do garoto brilhava durante chegava ao auge. Com medo que o filho fosse tirado deles, tornaram isso um segredo que ficou guardado até a chegada de Aamord. O cavaleiro exótico viera reclamar a Chave do Abismo, assim chamava o jovem Samech que nesta data tinha 15 anos. Os moradores da vila, lutaram bravamente mas todos foram mortos pelos ataques desumanos de Aarmord restando ao final do combate somente ele e Samech. Neste momento extremo Samech adquire uma fração de seus poderes e com isso Aarmord se vai sorridente.
Anos se passaram e Samech se tornou um talentoso guerreiro evitando usar seus poderes que rivalizavam com muitos poderosos feiticeiros. Ele sabia que a medida que os usava se tornava mais fraco ante a vontade dos fantasmas que assombravam seus sonhos. Eles queriam que ele fizesse parte um ritual macabro onde ele perderia todos os seus poderes para lhes trazer de volta a vida plena. Ele sabia quem eram e a certeza de que a lenda era uma história real lhe perseguia como um mal agouro.
Na noite do aniversário de 23 anos ele perdeu controle de seus poderes e causou um incêndio que levou invariavelmente à destruição da vila onde estava, e talvez o cataclisma de sua mutação tenha atraído a atenção dos fantasmas que desta vez o cercaram com servos guerreiros comandados por Aarmord. Desta vez Samech perde o combate e é compelido a realizar o tal ritual. Despido totalmente do poder extraordinário que possuía e fraco demais para lutar ele é deixado para trás...
Antes de desaparecer Aarmord entrega Nova, uma espada bastarda, a Samech.

Desde então ele se dedica a destruir os sacerdotes renascidos para obter novamente seus poderes e vingar a morte de seus pais. Porém ele acredita que com seus poderes recuperados pode trazer seus pais de volta.